A vitrine é organizada por segmento, porque é assim que o assinante procura. A operação é organizada por cluster, porque é assim que cada grupo de parceiros se paga. Os dois recortes convivem: o mesmo parceiro aparece em um segmento, pertence a um cluster e tem um alcance.
Classificar parceiro só por ramo de atividade esconde a pergunta que importa: este grupo traz assinante, gera hábito, paga a conta ou completa a vitrine? Cada cluster responde uma dessas, e por isso cada um tem uma meta diferente.
É o motivo de assinar. Desconto alto, ticket relevante, decisão planejada.
Gera hábito. Ticket baixo, uso frequente, é o que faz abrir o aplicativo toda semana.
Paga a conta. Comissão alta, ciclo longo, poucos negócios sustentam o mês.
Completa a vitrine. Uso raro, mas a ausência é notada na hora da busca.
Não vende ao consumidor. Fatura contrato recorrente entre empresas credenciadas.
Alimentação tem a comissão mais baixa entre os segmentos de maior peso e, ainda assim, é o mais importante da carteira: é ele que faz a pessoa abrir o aplicativo toda semana. Escolas convertem pouquíssimo e sustentam o mês. Se a meta de todos fosse a mesma — comissão arrecadada — a operação cortaria alimentação e estacionamento, e perderia o hábito que sustenta a renovação da assinatura.
Cada segmento traz a banda de comissão, o desconto mínimo exigido em contrato, o cluster a que pertence e o que entra nele. Os parceiros citados são exemplos de demonstração.
Clínicas, laboratórios, odontologia, fisioterapia, nutrição, academias, estúdios de pilates, terapias, óticas, farmácias.
Bloco com restrição de dado sensível: consumo nestes parceiros nunca aparece em painel de empregador nem em relatório a terceiro.
Restaurantes, lanchonetes, padarias, cafeterias, hortifrúti, açougues, adegas, delivery próprio, marmitaria.
Maior peso da carteira. É o segmento que cria frequência semanal.
Escolas de educação básica, cursos de idiomas, pré-vestibular, graduação e pós, cursos técnicos, escolas de música e esporte, reforço escolar.
Matrícula é decisão anual: converte pouco, mas cada conversão vale muitas mensalidades de assinatura.
Clínicas e hospitais veterinários, pet shops, banho e tosa, creches e hotéis, adestramento, ração e farmácia veterinária.
Recorrência comparável à de alimentação com ticket maior. Precisa de modelo de contrato próprio: o atendimento veterinário tem responsabilidade técnica e a farmácia veterinária tem regra sanitária própria.
Contabilidade, consultoria empresarial, recursos humanos, marketing, arquitetura, engenharia, traduções, seguros, despachante.
Advocacia, medicina, odontologia e psicologia ficam fora do comissionamento percentual por vedação dos respectivos conselhos: entram pelo modelo de remuneração fixa por visibilidade do Anexo IV.
Oficinas mecânicas, auto elétrica, funilaria e pintura, pneus e alinhamento, lavagem e estética, película, som, seguro e vistoria.
Uso raro e urgente. Ninguém procura oficina por lazer: a busca já vem com o carro parado.
Estacionamentos rotativos e mensalistas, valet, bicicletários, pátios de evento, zona azul credenciada, lavagem em estacionamento.
O maior gerador de hábito do ecossistema: ticket baixo e uso quase diário. Exige confirmação de consumo em menos de vinte segundos na cancela, sem login, por QR fixo.
Vestuário, calçados, acessórios, moda íntima, infantil, uniformes, costura e ajustes, salões, barbearias, manicure, estética.
Margem melhor que o varejo geral, e por isso sai do percentual de comércio: entra como anexo de bandas do contrato de Comércio e varejo.
Indústria de alimentos, embalagens, confecção, metalurgia, gráfica, insumos, distribuidores, atacado, logística, equipamentos.
Não vende ao consumidor final. É a espinha da rede BemNegócios: fatura percentual sobre contrato recorrente entre duas empresas credenciadas, enquanto o contrato existir.
Diarista, limpeza, lavanderia, chaveiro, eletricista, encanador, montador, jardinagem, dedetização, assistência técnica.
Procura por urgência e confiança. O que decide não é preço: é alguém ter respondido.
Cinema, teatro, shows, parques, buffets infantis, boliche, karaokê, clubes, eventos, aluguel de espaço.
Converte em fim de semana e em data comemorativa. Bom para campanha sazonal.
Agências, hospedagem, pousadas, pacotes, transfer, locadoras, fretamento, mudanças, ônibus de excursão.
Ticket alto e frequência baixa. É também a porta natural do BemGlobal.
Internet, telefonia, software por assinatura, assistência em informática, segurança eletrônica, automação, energia solar.
Contrato recorrente com comissão alta: é o melhor casamento com a cláusula de comissão enquanto o cliente permanecer na carteira.
Material de construção, elétrica e hidráulica, vidraçaria, marmoraria, marcenaria, pintura, gesso, piscinas, climatização.
Ticket mais alto da vitrine. Mesmo com comissão baixa, um orçamento fechado paga muitas assinaturas.
Supermercados, papelaria, utilidades, móveis e decoração, eletro, livraria, floricultura, presentes, material esportivo.
Comissão apertada por natureza do setor. Entra pelo volume, não pela margem.
Uma clínica em Miami e uma clínica em Santana de Parnaíba estão no mesmo segmento: saúde e bem-estar. O que as separa é quem elas conseguem atender. Tratar o alcance como atributo, e não como categoria, evita duplicar toda a taxonomia só para acomodar o exterior — e permite que um parceiro brasileiro atenda o BemGlobal sem sair da vitrine do BemBrasil.
Atende quem está a poucos quilômetros. É a capilaridade que faz o assinante usar toda semana.
Atende a praça inteira, com deslocamento ou entrega.
Atende em todo o Brasil, por canal digital ou rede de unidades.
Entra na vitrine do BemGlobal: atende brasileiro no exterior, ou estrangeiro que consome no Brasil.
Todos pertencem a um dos quinze segmentos e têm o alcance internacional marcado. Aparecem na vitrine do BemGlobal e, quando atendem quem está no Brasil, também na vitrine nacional.
Fuso, moeda e meio de pagamento. O Pix não existe fora do Brasil, então a assinatura internacional é cobrada em cartão, e a comissão do parceiro estrangeiro é repassada por transferência internacional, com custo e variação cambial que precisam estar previstos no contrato — os dois modelos do BemGlobal, em dólar e em euro, já tratam isso. Para o parceiro brasileiro que atende de fora, nada muda: recebe em real, do cliente, como sempre.
Os contratos de prestação de serviço já escritos cobrem onze blocos de negócio. Os segmentos novos pedidos para a vitrine não cabem todos neles: pets, estacionamentos e indústrias precisam de modelo próprio, e vestuário pede um anexo de bandas dentro do contrato de comércio. Esta tabela mostra exatamente onde cada segmento cai.
| Segmento da vitrine | Bloco contratual | Contrato | O que falta |
|---|---|---|---|
| Saúde e bem-estar | Saúde e bem-estar | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Alimentação | Alimentação | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Escolas e educação | Educação | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Pets | Pets (novo bloco) | a escrever | Modelo próprio de prestação de serviço, com as particularidades anotadas no cartão do segmento. |
| Consultorias e serviços profissionais | Consultorias e serviços profissionais | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Serviços automotivos | Automotivo | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Estacionamentos e mobilidade urbana | Estacionamentos (novo bloco) | a escrever | Modelo próprio de prestação de serviço, com as particularidades anotadas no cartão do segmento. |
| Vestuário, moda e beleza | Comércio e varejo (anexo próprio) | anexo | Anexo de bandas de comissão e desconto dentro do contrato de Comércio e varejo. |
| Indústrias e fornecimento B2B | Indústrias e fornecimento (novo bloco) | a escrever | Modelo próprio de prestação de serviço, com as particularidades anotadas no cartão do segmento. |
| Serviços pessoais e domésticos | Serviços pessoais e domésticos | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Entretenimento e cultura | Entretenimento e cultura | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Turismo e transporte | Turismo e transporte | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Tecnologia e telecom | Tecnologia e telecom | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Construção e reforma | Construção e reforma | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
| Comércio e varejo geral | Comércio e varejo | existe | Nada. O modelo do bloco atende. |
Precisa de contrato próprio por dois motivos técnicos: o atendimento veterinário tem responsabilidade técnica de profissional habilitado, o que exige cláusula de não interferência na conduta clínica; e a farmácia veterinária tem regra sanitária de dispensação que não cabe no modelo de comércio.
Precisa de contrato próprio pela mecânica de confirmação. Com ticket de poucos reais e uso quase diário, a declaração de venda por lançamento manual é inviável: o modelo tem de prever confirmação por QR fixo na cancela e apuração consolidada por período, não por transação.
Precisa de contrato próprio porque não há consumidor final, não há desconto ao assinante e a comissão incide sobre contrato recorrente entre duas empresas. É mais próximo do Termo BemNegócios já escrito do que dos contratos de vitrine — e é por ali que a redação deve começar.
Seria mais rápido enquadrar pets em saúde, estacionamento em serviços e indústria em comércio. O custo apareceria depois: banda de comissão errada para a margem real do setor, desconto mínimo que o parceiro não consegue dar, e mecânica de confirmação que não funciona no balcão. Três contratos novos custam dias de redação. Uma banda errada custa o credenciamento inteiro de um setor.
Entrar com três segmentos novos redistribui os pesos usados na projeção financeira, e com eles a comissão média ponderada de 11,3% que sustenta o cenário base. Pets e estacionamentos puxam o peso de retenção para cima, com comissão média acima da de alimentação, o que tende a ser favorável. Indústrias não entra nessa média, porque é receita de rede B2B, que hoje não está projetada. Recalcular a ponderação é pré-requisito para usar o plano de negócio em conversa de captação.